Uma vez voluntário, voluntário até morrer.

Tânia Vieira Cavalcanti, médica; Roca Chaves, administrador de empresas; Deborah Vieira de Melo Estelita, enfermeira; Paula Raposo Lira, administradora financeira; Ionete Ferreira de Assis, contadora; Eleny Régis da Cruz, pedagoga; Rubens Alves Dantas, engenheiro civil; Rafaela Ferreira Lima, psicóloga; Flora Pessôa Roriz, engenheira civil. O que é que essas pessoas de formação diversas têm em comum? Elas têm paixão pelo voluntariado e povoam, com competência e abnegação, as 22 pastorais que dão vida à Paróquia de Casa Forte. 

Nesse ambiente paroquial, o servir ao próximo, principalmente àquele mais necessitado, embala as ações de centenas de outros voluntários que compreendem a importância da doação. É um serviço legítimo e sem remuneração, voltado para suprir deficiências em todas as áreas, sejam elas assistenciais, culturais, educacionais, espirituais ou recreativas. O campo é vasto e sempre há lugar para mais um, justificando as palavras de Santo Agostinho, quando ele diz que “mesmo que já tenhas feito uma longa caminhada, há sempre um novo caminho a fazer”.

  Com Tânia e Rafaela foi assim. Começaram cedo. Uma na cidade de Aliança, onde nasceu, e a outra, na Paróquia das Graças, onde morou. Veio devagarzinho e fez morada no coração delas. Tânia começou na adolescência, como catequista, preparando crianças para a 1ª Eucaristia. Rafaela foi mais precoce ainda. Deu os primeiros passos quando tinha de 7 para 8 anos de idade. “Eu participava de tudo, fazendo parte de movimentos infanto-missionários. Estou aqui e não sei onde irei chegar, mas tenho certeza de que não pretendo parar. Sinto-me bem, devolvendo a Deus o que Dele recebi. Acho isso natural”, confessa. Hoje, ela entrega-se no Cristo Forte, Encontro de Adolescentes e ECCzinho.

  A estrada de Tânia é mais comprida. Conviveu com períodos férteis e outros áridos exatamente quando o estudo na faculdade tomou mais o seu tempo. “Foi um vácuo que perdurou até eu casar e fazer o encontro de casais”, diz ela. “Voltei com força. Fazer o bem e querer o bem dos outros me dá uma alegria imensa. A gente pensa que está se doando e percebe que tudo o que você dá, volta para você. É impressionante isso. O melhorar a sociedade significa proporcionar mais felicidade seja em que área for. Na pandemia, precisei me reinventar, como voluntária, e isso reforçou a certeza de que não posso parar”. 








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