Considerada a primeira das três virtudes teológicas, a FÉ é também um dom de Deus. Ela não pode ser mensurada, embora até os apóstolos pedissem. “Senhor: Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: Arranca-te daqui e planta-te no mar, e ela vos obedeceria” (Lucas 17,5-6). Ou seja, não é o tamanho ou nenhuma dimensão conhecida pelo homem que altera a fé, pois fé tem-se ou não. Como ter fé é acreditar, ou você acredita ou não. Mas a fé salvífica é a fé no ressuscitado. Hoje, não podemos fazer como Tomé, que só creu porque o próprio Cristo ressuscitado apareceu e mostrou-lhe suas marcas dizendo: “Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). É preciso, porém, fazer essa experiência pessoal com Cristo, para que haja um crescimento na fé e não um crescimento da fé. O Papa Bento XVI afirma que “A fé é olhar para Cristo, confiar-se a Cristo, unir-se a Cristo, conformar-se com Cristo, com a sua vida. E a forma, a vida de Cristo é o amor; portanto, crer é conformar-se com Cristo e viver em seu amor. Por isso São Paulo, na Carta aos Gálatas, fala da fé que age por meio da caridade” (cf. Gál 5, 14). “A fé em Cristo cria a caridade. E a caridade é a realização da comunhão com Cristo.” Seremos “salvos pela graça, por meio da fé”. (Ef 2,8)

Desde 2020, quando a Covid-19 se espalhou pelo mundo, os templos religiosos passaram a seguir algumas recomendações governamentais e de órgãos sanitários em relação à presença de fiéis dentro das igrejas. Por alguns períodos, os locais foram fechados e as celebrações tiveram que ser acompanhadas de forma virtual, dentro de casa. Com a reabertura gradual, recomendações como uso de máscara e álcool 70%, distanciamento social e limite de pessoas dentro do templo passaram a ser seguidas. As opiniões sobre a reabertura ficaram divididas e muitas pessoas devem se perguntar: "é possível ser igreja fora do templo?". A Palavra do Pastor de abril é sobre este questionamento. Confira a opinião do nosso pároco, Padre Fabio Paz, no vídeo abaixo:
Carlinhos: Precisou. Chamou. Ele chega!
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| Carlinhos, Tânia e Joana |
Com ou sem pandemia, dia sim e o outro também, Carlos André Cavalcanti de Albuquerque, 57 anos, casado, desde maio de 1995, com Tania e pai de Joana, entrega-se à tarefa de alimentar o corpo e a alma de muita gente por aí afora. Tio Carlinhos, como é carinhosamente chamado, em Casa Forte, é plural. Vira-se entre pastorais, encontros de grupos, Pascom, Samaritanos e ainda acha tempo para dar uma mãozinha no coral da Igreja, na festa da Vitória Régia e em tarefas domésticas, dividindo os afazeres com as mulheres da casa dele. Coisa para gigante, em que pese os seus 1,63m de altura.
Ligado em datas
marcantes de sua vida, ele destaca o dia 16/9/2006, como sendo o da sua
conversão. “Não fui sempre um exemplo a ser seguido. Quase perdi minha família
para o alcoolismo. Bebia muito, não me considerava alcoólatra e, depois do
encontro de Casais com Cristo, que fiz, resolvi me enxergar e mudar de vida.
Consegui encontrar Jesus. E quando isso acontece, não tem volta. Renasci e sou
muito grato a Deus”, confessa Carlinhos.
Hoje, ele é membro efetivo no ECC, Pastoral da Família, Pastoral da Comunicação e Samaritanos. Neste último, ele é voluntário e coordenador. Conhece todos os setores da casa onde trabalha. Da logística à ronda. Da tesouraria ao almoxarifado. O dia para Carlinhos começa às 6h30, quando acorda, chova ou faça sol. Depois de tomar café, faz as orações matinais e abre o computador. Às 7h bate, virtualmente, o ponto como acontece com todo e qualquer funcionário. “Trabalho normalmente. Depois das 14h30, divido meu tempo em reuniões com outros grupos, incluindo no momento, o Crisma dos adultos”, diz ele.
Você é uma das pessoas que ainda tem dúvidas sobre o que é o
dízimo e como ele é usado? Se sim, vamos ajudá-la a entender como sua
contribuição pode contribuir para a manutenção das despesas da paróquia que
você frequenta. De acordo com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil,
"o dízimo é uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio
da qual cada comunidade assume, corresponsavelmente, sua sustentação e a da
Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a
evangelização." (CNBB, Doc. 106, n.6). Assim a sua doação, em dinheiro,
ajuda na manutenção e serviços oferecidos pelas paróquias. Para acabar com
todas as dúvidas sobre o dízimo, conversamos com Arlene Sarita, coordenadora da
equipe do Dízimo da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Casa Forte.
O que é o dízimo?
Para a coordenadora, o dízimo vem sendo uma expressão mais concreta do trabalho da pastoral que, assim como o pão e o vinho, são ofertas transformadas em Cristo. O dízimo, antes de tudo, deve ser compreendido como uma gratidão.
Onde é gasto o dízimo?
O dízimo, doado pelos fiéis, é usado dentro da própria paróquia, em serviços de manutenção dos ambientes paroquiais, como a matriz e o salão paroquial. Além disso, as contribuições também ajudam a pagar a equipe de funcionários e encargos da Igreja, como, por exemplo, água, luz e telefone.
Uma parcela do dízimo também ajuda na contribuição do equipamento litúrgico, como hóstias, vinho e velas. Por fim, o dízimo também ajuda no pagamento de padres ou diáconos externos, quando há necessidade de substituição do pároco para alguma celebração.
A coordenadora faz um apelo para que outros fiéis tornem-se dizimistas, para que outras necessidades possam ser atendidas. "Hoje, cerca de 60% dos dizimistas são idosos, e isso vem nos preocupando. Por este motivo, é preciso que toda a comunidade interesse-se em ser dizimista, sejam crianças, adolescentes, jovens ou adultos. Com a doação mais extensa, podemos chegar a ajudar nossa comunidade", explica.
Posso doar qualquer valor?
"É bom lembrar: ‘Quem semeia pouco, também colherá pouco, e quem semeia com largueza, colherá também com largueza’. Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois ‘Deus ama quem dá com alegria”. É com essa frase de São Paulo aos Coríntios que Sarita faz o convite para você tornar-se dizimista. Segundo ela, qualquer valor pode ser doado. "O que o seu coração desejar, dentro de suas possibilidades. A maior alegria é doar com o que seu coração pede e quer", fala.
Com quem falo ? Onde me cadastrar ? Como faço para efetivar o dízimo?
O cadastramento pode ser feito com os agentes da pastoral do dízimo, durante as missas de sábado e domingo, no quiosque do dízimo, que fica na entrada da igreja, onde também a contribuição pode ser efetivada. O dízimo também pode ser pago pelo site da paróquia, na secretaria paroquial, em horário comercial, ou via depósito bancário.
O Grupo Jovem Cristo Forte realiza, no dia 2 de maio, a II
Jornada Cristo Forte. Neste ano, o evento, que será totalmente on-line, terá o
tema “A cruz não é o fim”. A Jornada ocorrerá das 9h às 16h30 e terá palestras,
testemunhos e momentos de partilha. As inscrições são gratuitas e podem ser
realizadas por meio de formulário disponível no Instagram do grupo
(@grupojovemcristoforte).
A Jornada Cristo Forte foi pensada para que os jovens, mesmo
distantes, possam imergir no tema proposto. “Então toda a estrutura do evento
visa a um mergulho espiritual em Cristo, através de momentos de pequenas
palestras, testemunhos e partilha entre os participantes. Fora isso, a Jornada
desse ano traz novidades para uma maior conexão entre o jovem e o evento”,
explica Tiago Figueiredo, integrante da Assessoria do Cristo Forte.
Apesar de a Jornada ser totalmente on-line, irá estimular o “desprendimento” do ambiente caseiro para uma melhor experiência espiritual. “É uma experiência de enriquecimento e fortalecimento espiritual para a caminhada cristã. A jornada tem como objetivo a reflexão e melhor discernimento sobre as decisões da sua vida e relações com o próximo”, pontua Tiago.
E o encontro já gera expectativa nos participantes. O jovem
Henrique Magalhães, de 23 anos, está ansioso para saber o que foi preparado
para o evento. “Tenho certeza de que vai ser mais um momento bem especial,
daqueles que ficam marcados, até mesmo pela situação em que estamos. Em tempos
onde não podemos ter reuniões, encontros e retiros presenciais, momentos como
esse significam muito mais, e por isso espero aproveitar bastante porque sei
que será uma oportunidade incrível de se reconectar mais intensamente com
Deus”, avalia.
A II Jornada Cristo Forte é aberta a qualquer jovem com mais
de 18 anos, e não é necessário ter feito o EJC para participar. A Assessoria
também promete participações de convidados especiais, ainda não revelados.
Serviço.
👍 II Jornada Cristo Forte – on-line
👍 Quando: 2 de maio, das 9h às 16h30
👍 Inscrições gratuitas pelo Instagram @grupojovemcristoforte
👍 Faixa etária: a partir de 18 anos
👍 Não é preciso ter feito o EJC, para participar
“Deus nos escuta nas nossas necessidades e quer que façamos
o mesmo com nossos semelhantes”. Assim é definido o trabalho da Pastoral da
Escuta da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, por sua coordenadora, a psicóloga
Neusa Castilhos. O grupo, formado por psicólogos e psicanalistas voluntários,
vem realizando atendimentos gratuitos e tem aumentado o volume de trabalho,
durante a pandemia, escutando e ajudando pessoas que têm sofrido com perdas de
pessoas queridas e com o isolamento.
A pandemia do coronavírus tem afetado as pessoas de diversas
formas, desencadeando quadros de tristeza e, até, depressão. Para levar
conforto e auxílio a quem sofre com alguma dessas dores, os membros da Pastoral
da Escuta disponibilizam-se a conversar
e aconselhar, de forma profissional, a quem procura o serviço. “Na escuta
pastoral, emprestamos nossos ouvidos a Deus para que Ele escute os clamores de
Seu povo. Esta deve ser e é nossa atitude, como psicólogos e psicanalistas”,
explica Neusa Castilhos.
E o trabalho da Pastoral da Escuta tem levado alento aos
paroquianos. “A Pastoral da Escuta cria meios para que os clientes sintam-se
livres para falarem tudo o que lhes vier ao pensamento e, assim,
conscientizarem-se de suas dificuldades e elaborá-las”, pontua a coordenadora.
“Neste tempo de pandemia, a Pastoral tem ajudado muitas pessoas, que estão
conseguindo enfrentar as doenças e as perdas de familiares e de pessoas
amigas”, completa. Os atendimentos são realizados por telefone, com sessões
semanais de 45 minutos.
Neusa conta que, desde o começo de 2021, com o agravamento
da pandemia, a procura pelos atendimentos vem aumentando. “Escutamos muitas
queixas de solidão, principalmente dos idosos. Também é comum os relatos de
perdas financeiras, muitos deles de profissionais autônomos. Ainda há pessoas
que afirmam sentir falta de ir à missa”, revela. A partir dos relatos, os
profissionais buscam orientar os pacientes da melhor forma.
Um dos clientes da Pastoral é José Wellington Carvalho de
Freitas. Ele conta que o trabalho do grupo tem feito grande diferença em sua
vida. “A Pastoral da Escuta tem me ajudado a enxergar horizontes que, antes, eu
não enxergava, a me reformular a cada dia para dias melhores, procurando
entender quais são os meus limites”, conta. “Ainda não estou 100 por cento, mas
estou em processo de minha autoconstrução”, acrescenta.
Para manter os atendimentos e poder absorver a demanda, crescente a cada dia, a Pastoral da Escuta busca novos voluntários. “Precisamos de mais pessoas que se juntem a nós nesse trabalho de ouvir o outro. É um serviço pastoral indispensável, principalmente no período em que estamos vivendo”, ressalta Neusa.
As opiniões sobre a reabertura de templos religiosos em meio à pandemia de covid-19 estão divididas nos mais diversos setores e, dentro da igreja, não é diferente. Há quem concorde com a reabertura, contanto que os protocolos de saúde e segurança sejam seguidos, e há quem discorde. O Folha Forte conversou com alguns paroquianos de Casa Forte, para saber quais as suas opiniões a respeito da abertura das igrejas nesse período de pandemia. Confira no vídeo abaixo:
Tempo bom na Paróquia de Casa Forte. A turbulência
das finanças, em janeiro de 2021, com saldo negativo de R$10.118,81 perdeu força
e fevereiro fechou positivo: R$37.471,82. Os bons ventos chegaram,
principalmente, através dos itens aluguel, doações e coletas. A receita somou
R$112.104,80 contra R$74.632,98 da despesa. Agora é esperar que a bonança permaneça
firme e forte.
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