Chegamos à metade
de 2020 e desde o dia 19 de março estamos fisicamente fora de nossas Igrejas.
Em contrapartida, elas entraram em nossas casas, graças ao exercício de
imaginação que passamos a perseguir e tornou-se relevante entre nós. Nenhuma
celebração religiosa do calendário católico deixou de ser vivida por aqui. Por
sinal, de forma muito participativa. O presencial deu lugar ao virtual e,
assim, passamos pela Semana Santa, Páscoa, Mês Mariano e, mais recentemente,
pelo dia de Corpus Christi.
Não sabemos até quando será assim. Nem como tudo isso vai acabar. Certeza, por enquanto, só temos em relação ao efeito devastador do coronavírus, que tem sido, muitas vezes, inflexível. Se o escritor Fernando Sabino tiver razão quando diz no poema De Tudo Ficaram Três Coisas que “façamos da interrupção um caminho novo”, podemos caprichar mais ainda no desenvolvimento do nosso olhar humanista e nos tornarmos mais espirituais, cooperativos e mais atentos aos menos favorecidos.
A Folha Forte Digital aproveita para lhe questionar, amigo leitor. Queremos saber como pode ficar a Igreja no pós-pandemia? Fale com a gente! Opine!
Questões que fazem parte da nova realidade de comunicação de padre Fábio. O aprendizado é prático e diário e fez-se necessário para, em tempo de pandemia, levar a palavra de Deus aos seus paroquianos.
A paróquia já realizava transmissões mesmo antes da Pandemia, mas, com a necessidade de fazer a transmissão de todas as Missas e de outros eventos, como os Terços e as LIVEs, foi um grande desafio para a Pascom, Pe. Fábio e o incansável Davi. Veja neste vídeo, como são feitas as nossas transmissões pela internet:
Em tempo de pandemia, com o isolamento social, como os
adolescentes da paróquia estão fazendo para se encontrarem sem contato físico? E quais as propostas do EAC para o desenvolvimento de atividades nesse período que teima
em não passar?
Veja, nesse vídeo, como o grupo de adolescentes da nossa paróquia realizou ações para a evangelização nesta Pandemia:
Sem crianças ocupando o espaço, a Casa da Criança Marcelo Asfora está,,hoje, entregue a um silêncio incomum. Desde o dia 19 de março passado, quando foi decretada a suspensão de atividades escolares, em Pernambuco, por conta do coronavírus, apenas alguns funcionários circulam na CCMA. Esse quadro de restrição presencial é quebrado tão somente em dias de entrega mensal de cestas básicas às famílias dos 110 alunos matriculados na Casa. A última distribuição de alimentos ocorreu no início deste mês de junho. Graças aos doadores, eles também receberam, nesse período de recesso (e uma única vez), kits lanchinho e material escolar.
Além da preocupação com a nutrição dos alunos, a Casa da Criança não deixou de lado a alimentação da alma. O coordenador, Silvio Tenório, usa semanalmente a rede social para comunicar, aconselhar e passar conhecimento à garotada. Toda sexta-feira, por exemplo, ele evangeliza, contando histórias. E o resultado é bem aceito.
Na Paróquia, não foi diferente. Com o fim das celebrações, nas igrejas, e das reuniões pastorais, as ações de evangelização foram muito reduzidas. Com o apoio dos funcionários, da Comunidade Lumen e da Pastoral Familiar, as ações sociais de ajuda aos humildes não pararam. Veja no Vídeo abaixo, as ações que estamos fazendo graças a Solidariedade dos paroquianos:
VEJA, AQUI, O LINK PARA O CANAL DO PROFESSOR SILVIO TENÓRIO DA CCMA:
“Sei que muitas vezes ajo mais com o coração
do que com a razão, mas não me arrependo de nada”.
Ela pode ser
descrita como uma funcionária multiplicadora. Aquela que carrega, com justiça,
a fama de ter mil e uma utilidades. A pernambucana Nalva Barros está sempre
pronta a resolver os problemas das mais de vinte pastorais que dão vida à
Paróquia de Casa Forte. Quer uma sala de última hora? Deixe com ela. Precisa
pintar o muro que está comprometendo o visual da residência do padre? Ela se
faz pintora. Não tem tempo ruim, ela está nas festas, nas missas, na assessoria
do pároco, na distribuição de cestas básicas, na ouvidoria, na ponte entre a
igreja e os paroquianos, em toda parte. E a vida dela...não foi propriamente um
conto de fadas.

Nasceu em Recife e foi criada pelos avós maternos, em
Cumaru, no Agreste de Pernambuco, até os 10 anos de idade. Passou, em seguida,
por casa de mais parentes, até que veio trabalhar em Recife, ainda adolescente,
como babá. Estudava à noite e trabalhava
duro durante o dia. Passou pelo comércio, fábrica de médio porte, fazendo de
tudo um pouco, até chegar à Creche Menino Jesus, em 2010. Dos lugares por onde
passou, procurou absorver ensinamentos. A logística de um, o trato dispensado
aos funcionários do outro, a organização e atenção com o almoxarifado de um
terceiro. Casou, descasou, teve três filhos e responde, desde 2016 pela
gerência administrativa da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, de Casa
Forte.
O
Começo
Saí da Creche
para a Paróquia, em 2016, pensando em continuar servindo ao próximo. Não foi
fácil, porque senti logo que havia barreiras a enfrentar. Eu não entendia muito
bem o porquê, mas percebia inimizades no ar. Pior é que eu não estava ali para
tirar o lugar de ninguém. Passei pelo desemprego uma vez e não poderia deixar
de pensar na importância de garantir o pão de cada dia. Tenho filhos para
criar.
Instabilidade
Senti-me insegura
por várias vezes. Cheguei em um momento de transição. Tinha o aval de padre
Edwaldo, mas ele já estava doente. Por outro lado, meu cargo era novo. Não
existia a função de gerente na Paróquia, e isso contribuiu para alimentar a
insatisfação. Em seguida, veio a saída dos padres e, aí, eu coloquei na cabeça
que tudo o que eu tivesse que fazer teria que ser em dobro. Na verdade, fiz
sempre o que meu coração pedia e não me arrependo de nada. Pode não ser
correto, mas agi, na maioria das vezes, mais com o coração do que com a
razão.
Virada
de Mesa
Aproveitei todas as chances que apareceram para mim. Tenho
cursos técnicos, mas não formação superior. Fazia meu trabalho e os cursos que
surgiam, como o de Direção de Políticas Públicas, por exemplo. Fiz-me presente
nas pastorais e aprendi muito com todos. Sou muito grata por ter podido
conviver com esse povo. Não há dinheiro que pague o fato de estar entre pessoas
do bem e ganhar conhecimentos. Até virar cantora, virei. Hoje, faço parte do
coral Viver Casa Forte. Foi a forma que encontrei para vencer minha timidez e
fazer mais amigos.