Cristo Hoje


   Jesus, em pleno momento de crucificação, transpassado por pregos nas mãos e nas pernas, consegue falar para Maria, sua mãe, como se recomendasse, “Mulher, eis ai o teu filho” e, para o discípulo que a acompanhava, “Eis ai a tua mãe”(Jo 19, 26-27). Neste momento, Jesus estava elegendo Maria, como a mãe de todos nós, sendo o discípulo o representante de toda a humanidade. Ou seja, a responsabilidade de Maria crescia mais e o seu sofrimento também.  
A profecia do velho Semeão confirmava-se literalmente, quando disse a Maria, por ocasião da apresentação e consagração de Jesus ao Senhor, no templo de Jerusalém: “Uma espada ultrapassará também a tua própria alma” (Lc 2,35).

   Essa relação de mãe de todos nós cresceu, no mundo cristão, pelas inúmeras aparições de Maria, também chamada de Nossa Senhora. Por todos os locais de suas aparições, assim é chamada: Nossa Senhora de Fátima, do Pilar, de Lourdes, Aparecida, de Guadalupe, por inúmeras localidades no mundo.

   O respeito para com ela começou com Jesus. A primeira interseção de Maria  aconteceu nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11), quando estavam em um casamento e faltou vinho. Mesmo Jesus dizendo que ainda não havia chegado a sua hora, Ela pediu pelos noivos a Jesus. Mas como negar um pedido de mãe? Nesse ato de interseção, com resultado conhecido por todos, Jesus transforma a água em vinho; Ela disse apenas “façam o que ele pedir”.  Nascia, ai, a veneração a Maria. Por que não pedir direto a Jesus? Talvez, por ter sido Maria mais próxima da condição humana e Jesus, que mesmo encarnado, ser o filho de Deus. Essa discussão não acabará nunca. O importante é que Maria é mais uma a interceder por nós, pequeninos e fracos, ao seu filho, Jesus.

   Que neste mês dedicado a Maria, a Virgem Santíssima continue a interceder junto ao seu filho, Jesus, por todos nós e ajude-nos a superar as dificuldades e sofrimentos trazidos pela crise do convid-19. Deus seja louvado!




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