Santo Antônio e a devoção que passa de geração em geração


Em 13 de junho celebramos com alegria o dia de Santo Antônio, um dos santos mais famosos no Nordeste do Brasil. Não à toa, é muito comum vermos menções ao santo casamenteiro - como também é conhecido - durante as festas juninas. Por aqui, os devotos do Santo aproveitam os 13 primeiros dias do mês para pedir proteção e bênçãos ao rezarem a trezena. Em nossa paróquia, a tradição da oração da trezena é seguida fielmente pela família de Milena Oliveira, há mais de 60 anos. A jovem de 38 anos compartilhou a história de devoção que passou de geração em geração.

"Tudo começou quando minha avó materna, que já era devota de Santo Antônio, fez uma promessa a ele... Meu avô, que trabalhava em São Paulo, perdeu o emprego e ela estava sozinha em casa com os filhos para criar. Então, ela prometeu a Santo Antônio que, se a família dela não ficasse desamparada, iria rezar a trezena todos os anos até que fechasse os olhos... E aí, quando meu avô chegou em casa, já estava com um bom emprego esperando por ele", explica. Desde de então, toda família participa da trezena e a tradição segue firme até os dias de hoje. "A gente participava destas trezenas, ano a ano, e muitas vezes até cantávamos em latim", relembra. Por causa da pandemia, o encontros familiares tiveram que se adaptar ao formato digital, mas isso não impediu que os momentos de oração acontecessem. "Cada um reza na sua casa e a gente manda foto no grupo da família... A gente costuma dizer que essa herança e testemunho que ela (avó) plantou em nossas vidas é para sempre", completa.

Por fim, Milena reforça que o carinho e a devoção pelo Santo foram passados de geração em geração. "Eu sou devota, sim, de Santo Antônio. Ele é o santo intercessor da minha família e já operou muitos milagres nas nossas vidas... Minha avó carregou por mais de 50 anos uma medalha dele, que veio de Pádua, no pescoço. Quando ela faleceu, minhas tias, sabendo da minha devoção, me deram essa medalha", diz. Assim como sua avó, a jovem carrega a medalha no pescoço e não a tira por nada. Como uma forma dar continuidade à tradição e homenagear o santo, Milena deu o nome dele a sua filha, Maria Antônia. 

Confira o depoimento completo no vídeo abaixo:

Comentários

  1. Parabéns Mila!!!
    Você homenageou lindamente nossa mãe maior e tbem avó extrema.
    Encantada!!!!

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