Editorial. E assim se passaram sete meses…

 

    Estamos em outubro, há pouco mais de dois meses do fim de um ano impossível de ser esquecido. Um ano que mexeu com a vida de todo o mundo, com profusão de dor, de medo, de perdas irreparáveis, mas também de amor, de solidariedade e de descoberta de um campo fértil para a criatividade. Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em março de 2020, a Covid-19 uma epidemia, entramos de sola no Tempo de Adaptação. Isso em todos os sentidos. O analógico deu lugar ao digital. O desemprego em massa puxou o empreendedorismo e vamos, com certeza, nessa pisada até a chegada da primeira vacina, ainda sem data de desembarque. Ela não decretará o fim do pesadelo, mas será quase isso.    

   Enquanto esperamos, um sem número de parentes e amigos, para vencer a crise, estão buscando sustento por conta própria. Descobriram-se possuidores de talentos e sem cair no erro de começar grande, jogaram-se no mercado do consumo. Emergiram do quadrado dos largados à própria sorte e estão vendendo o que produzem. A Igreja também saiu de sua zona de conforto. Adotou as celebrações virtuais e, no início de julho passado, reabriu suas portas para cerimônias presenciais, sem abolir as transmissões pela internet. Em Casa Forte, além de missas, terços e adoração, os paroquianos ganharam, de quebra, o Minuto Bíblico, um vídeo diário com a grife do padre Fábio Paz. Veio para ficar.  

     O momento atual é de flexibilização gradual, mas não podemos, nem devemos abaixar a guarda para “comemorar a ilusão da imunidade”, como bem diz a jornalista Ruth de Aquino. Precisamos ter compromisso com a realidade. Assusta-nos ver praias e bares cheios, festas na rua, pessoas sem compromisso com o distanciamento de um para o outro e sem máscaras. Correto é primar pela proteção de todos. Que Deus nos ajude!   


 

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