Bordados e sabores: conheça as empreendedoras da paróquia de Casa Forte

 


    A pandemia da covid-19 (novo coronavírus) fez com que muita gente descobrisse novos hobbies. Alguns apostaram em trabalhos manuais, outros no setor alimentício. De uma forma ou de outra, muitos acabaram transformando o passatempo em fonte de renda extra. Não é preciso ir muito longe, para conferir histórias de pessoas que, em meio aos dias de isolamento social, tornaram -se empreendedoras. Três paroquianas da Sagrado Coração de Jesus investiram tempo e amor para colocar projetos no ar (em redes sociais). Dos pontos de linha nasceu  o @cla.linhas. Já o afeto, em formato de comida, ganhou espaço na 'Nossos Mimos'. E os trabalhos manuais de Lúcia Batista, ganharam mais força no @artefattoria.

    Um cano de escape, era isso que Clara Fonseca, da @cla.linhas, buscava, quando começou a bordar. Estudando para exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tudo o que precisava, durante os primeiros meses da pandemia,  era algo para desopilar. E foi através das linhas e telas que descobriu um novo hobby. Após os primeiros pedidos, feitos por amigos, ela decidiu criar o Instagram da marca. "Uma amiga me ajudou com a arte da marca e eu criei a rede social. Aos poucos, fui recebendo mais pedidos", falou.

    De maio até outubro,  já recebeu 20 encomendas, mas teve que aprender, de fato,  muito antes de vender os quadros. "E no começo eu não sabia fazer nada, fui aprendendo e me especializando aos poucos. Fiz cerca de 40 quadrinhos, ao longo destes cinco meses, uns deram errados e foram como experimento mesmo. Outros fui dando aos familiares", explica. Atualmente, divide os estudos para a OAB com os aprendizados sobre empreendorismo. "Tive que aprender sobre rede sociais, precificar, investir.. essas coisas, sabe?" O desejo para os próximos meses é aprender ainda mais, para fazer com que a marca cresça. "Quero agregar mais valor a minha marca, ter ideias diferentes... quero investir em criatividade, inovação e tempo", finaliza.


     



    Diferente de Clara, que iniciou um negócio em meio à pandemia, outras pessoas impulsionaram seus serviços durante este período. Foi o caso de Maria Eduarda, da Nossos Mimos (@nossosmimosatelier_) e Lúcia Batista, da Arte Fattoria.
 
    Formada em Direito, Maria Eduarda conta que sempre teve o desejo de investir em papelaria criativa e aproveitou para dar o pontapé inicial no negócio no fim de 2019. Eis que, em março de 2020, o coronavírus espalhou-se pelo mundo e ela teve a ideia de fazer com a 'Nossos Mimos' estivesse presente na vida das pessoas, mesmo com o isolamento social. "Surgiu a ideia dos caixotes de café da manhã, chá ou cafézinho da tarde, infantil, saudável, 'sextou' e datas comemorativas... Enfim, um jeito de personalizar ao máximo, pra deixar com a carinha de quem irá receber", explica. Atualmente, ela trabalha como advogada, mas disse que está se encontrando no 'novo' ramo.
 
    A jovem de 29 anos também fala sobre o desafio de manter o Instagram atualizado, já que muitos clientes descobrem os serviços que são oferecidos pela  Nossos Mimos ' através da rede social. "É um desafio diário, porque você tem que ter um cronograma de postagem, já que sua vitrine é a rede social e o boca a boca, né?! Graças a Deus, (o instagram) foi bem aceito, com várias encomendas de pessoas conhecidas e, até, desconhecidas, amigos de amigos, sabe?!", finaliza.


 


    Quem também aproveitou a pandemia, para investir ainda mais no hobby e ter uma renda extra foi Lúcia Batista da Silva, que trabalha, há muitos anos, com artesanato. Ela dividia a paixão da sala de aula com os trabalhos manuais e, segundo ela, sempre fez de tudo um pouco. "Sempre que eu vejo uma coisa nova, vou atrás para aprender e faço!", conta. Durante os meses da pandemia, foi atendendo os pedidos especiais dos clientes e aproveitou o tempo livre para costurar máscaras de tecido. "A príncipio, eu fazia para doação, depois comecei a fazer para vender mesmo", fala. Ela conta ainda que foi uma das formas que encontrou para ocupar a mente e ficar menos ansiosa. Prestes a se aposentar, ela deseja se dedicar, ainda mais, às artes manuais.





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