Nalva, a servidora-mor

 “Sei que muitas vezes ajo mais com o coração do que com a razão, mas não me arrependo de nada”. 
         Ela pode ser descrita como uma funcionária multiplicadora. Aquela que carrega, com justiça, a fama de ter mil e uma utilidades. A pernambucana Nalva Barros está sempre pronta a resolver os problemas das mais de vinte pastorais que dão vida à Paróquia de Casa Forte. Quer uma sala de última hora? Deixe com ela. Precisa pintar o muro que está comprometendo o visual da residência do padre? Ela se faz pintora. Não tem tempo ruim, ela está nas festas, nas missas, na assessoria do pároco, na distribuição de cestas básicas, na ouvidoria, na ponte entre a igreja e os paroquianos, em toda parte. E a vida dela...não foi propriamente um conto de fadas. 



    Nasceu em Recife e foi criada pelos avós maternos, em Cumaru, no Agreste de Pernambuco, até os 10 anos de idade. Passou, em seguida, por casa de mais parentes, até que veio trabalhar em Recife, ainda adolescente, como babá.  Estudava à noite e trabalhava duro durante o dia. Passou pelo comércio, fábrica de médio porte, fazendo de tudo um pouco, até chegar à Creche Menino Jesus, em 2010. Dos lugares por onde passou, procurou absorver ensinamentos. A logística de um, o trato dispensado aos funcionários do outro, a organização e atenção com o almoxarifado de um terceiro. Casou, descasou, teve três filhos e responde, desde 2016 pela gerência administrativa da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, de Casa Forte.  


 O Começo 

  Saí da Creche para a Paróquia, em 2016, pensando em continuar servindo ao próximo. Não foi fácil, porque senti logo que havia barreiras a enfrentar. Eu não entendia muito bem o porquê, mas percebia inimizades no ar. Pior é que eu não estava ali para tirar o lugar de ninguém. Passei pelo desemprego uma vez e não poderia deixar de pensar na importância de garantir o pão de cada dia. Tenho filhos para criar.

Instabilidade

  Senti-me insegura por várias vezes. Cheguei em um momento de transição. Tinha o aval de padre Edwaldo, mas ele já estava doente. Por outro lado, meu cargo era novo. Não existia a função de gerente na Paróquia, e isso contribuiu para alimentar a insatisfação. Em seguida, veio a saída dos padres e, aí, eu coloquei na cabeça que tudo o que eu tivesse que fazer teria que ser em dobro. Na verdade, fiz sempre o que meu coração pedia e não me arrependo de nada. Pode não ser correto, mas agi, na maioria das vezes, mais com o coração do que com a razão.     



Virada de Mesa
 Aproveitei todas as chances que apareceram para mim. Tenho cursos técnicos, mas não formação superior. Fazia meu trabalho e os cursos que surgiam, como o de Direção de Políticas Públicas, por exemplo. Fiz-me presente nas pastorais e aprendi muito com todos. Sou muito grata por ter podido conviver com esse povo. Não há dinheiro que pague o fato de estar entre pessoas do bem e ganhar conhecimentos. Até virar cantora, virei. Hoje, faço parte do coral Viver Casa Forte. Foi a forma que encontrei para vencer minha timidez e fazer mais amigos.


Comentários

  1. Orgulho de lhe conhecer e poder caminhar ao seu lado, és presente de DEUS nas vidas de quem realmente lhe conheçe.

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    1. Grata a Deus , por me permitir está com junto com pessoas sabias, generosa e amigas de todas as horas, isso me fez e faz a pessoa que sou hoje. Gratidão!!!!

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  2. Nalva, nos conhecemos desde a Creche Menino Jesus e desde la já pude sentir primeiro essa sua vontade de resolver tudo da melhor forma e segundo a maneira como você pede, ninguém consegue dizer um não e não está junto de você quando você precisa da nossa ajuda. Agradeço a Deus por ter cruzado nossos caminhos!

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  3. Nalva é uma pessoa amiga e íntegra, não mede esforços para ajudar a todos. Éis exemplo de determinação e humildade para todos nós.

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